Um data warehouse é um sistema centralizado que reúne dados estruturados de toda a organização, padroniza essas informações e as disponibiliza para relatórios e análises. Se sua pilha de análise estiver fragmentada, com diferentes equipes consultando sistemas distintos e chegando a números diferentes, um data warehouse pode ajudar a criar uma visão compartilhada mais consistente. Esse alinhamento é importante para muito mais do que relatórios: em um estudo de 2025, 68% dos CEOs entrevistados afirmaram que uma arquitetura de dados integrada em toda a empresa é essencial para a colaboração entre áreas.
A seguir, explicamos como os data warehouses diferem de bancos de dados e data lakes, como funciona o processo desde a ingestão até a consulta e o que considerar ao incorporar dados de pagamentos à sua arquitetura de data warehouse.
Destaques
Um data warehouse fornece a todas as equipes da organização um conjunto compartilhado de métricas, eliminando conflitos entre diferentes versões dos dados.
Data warehouses baseados em nuvem tendem a ser a opção padrão para as equipes porque são rápidos de configurar, escalam de forma independente e não exigem gerenciamento de infraestrutura.
Incorporar dados de pagamentos ao seu data warehouse por meio de uma integração nativa preserva a integridade dos dados e reduz o número de fornecedores com acesso a informações financeiras sensíveis.
O que é um data warehouse?
Um data warehouse é um sistema centralizado de organização de dados que auxilia em análises e relatórios. Ele reúne dados estruturados de toda a empresa, como vendas, finanças, produto e marketing, padroniza essas informações em um formato consistente e as disponibiliza para consultas, criação de dashboards e análises de tendências de longo prazo.
O que diferencia um data warehouse de um banco de dados, um data lake ou um data mart?
Embora esses termos pareçam semelhantes, eles descrevem conceitos diferentes. Cada um foi criado para atender necessidades específicas e não terá o mesmo desempenho quando utilizado para outras finalidades.
Veja como cada uma dessas ferramentas de dados funciona na prática:
Bancos de dados: sistemas como PostgreSQL e MySQL foram desenvolvidos para processar transações, como registrar novos pedidos ou atualizar endereços. Executar relatórios complexos de receita diretamente neles pode prejudicar o desempenho do aplicativo.
Data lakes: data lakes armazenam dados brutos, não estruturados ou semiestruturados em grande escala, (como logs, fluxos de eventos e cargas úteis brutas de interfaces de programação de aplicativos [APIs]), sem impor previamente uma estrutura de dados. Eles são econômicos e flexíveis, mas os dados armazenados só se tornam úteis para relatórios depois de serem padronizados e tratados.
Data marts: data marts são versões menores de data warehouses criadas para atender às necessidades de uma equipe específica. Por causa dessa especialização, nem sempre possuem aplicabilidade ampla para toda a organização.
Data warehouses: data warehouses combinam dados estruturados provenientes de diferentes áreas da organização. Eles são projetados para atender a empresa como um todo e fornecer as mesmas respostas para todas as equipes.
Como funciona um data warehouse?
Os data warehouses recebem dados, estruturam essas informações e fornecem respostas a consultas. Cada etapa tem implicações para suas análises.
Veja como funciona:
Ingestão: dados de sistemas de origem entram no data warehouse por meio de pipelines ETL (extração, transformação e carregamento) ou ELT (extração, carregamento e transformação). O ETL transforma os dados antes do carregamento, enquanto o ELT carrega os dados brutos e os transforma dentro do próprio data warehouse. Os modernos data warehouses em nuvem tornaram o ELT mais comum, pois carregar os dados primeiro evita a perda de dados brutos caso a lógica de transformação seja alterada posteriormente. Muitos desses pipelines sincronizam os dados em intervalos programados, como a cada hora, a cada poucas horas ou diariamente, o que significa que os dados do data warehouse costumam apresentar um pequeno atraso em relação à realidade.
Modelagem: os dados brutos ingeridos são estruturados em um formato utilizável por analistas, normalmente por meio de um esquema estrela (star schema) ou esquema floco de neve (snowflake schema). Em um esquema estrela, uma tabela de fatos central, como uma tabela de pedidos, se conecta a várias tabelas dimensionais, como clientes, produtos e datas. As equipes de análise geralmente utilizam esquemas estrela porque são mais fáceis de consultar usando SQL (Structured Query Language) padrão.
Consulta: consultas SQL são executadas no data warehouse. Os analistas podem escrever essas consultas diretamente ou elas podem ser geradas por ferramentas de business intelligence (BI), como Looker, Tableau ou Mode. As consultas podem resultar em dashboards, relatórios ou análises ad hoc.
Como os data warehouses ajudam na análise de negócios?
Os data warehouses oferecem diversos benefícios práticos. Muitos deles decorrem da capacidade de armazenar e consolidar informações de toda a empresa.
Veja o que eles podem proporcionar:
Métricas consistentes entre equipes: quando todas as equipes consultam o data warehouse em vez de seus próprios sistemas, chegam às mesmas respostas. Isso economiza tempo e esforço que poderiam ser gastos conciliando números divergentes.
Análise histórica: bancos de dados operacionais costumam ser depurados ou otimizados de maneiras que dificultam análises de tendências de longo prazo. Um data warehouse mantém registros históricos organizados por anos, tornando possível analisar o comportamento de coortes, padrões sazonais e crescimento composto.
Compatibilidade com ferramentas de BI: ferramentas modernas de business intelligence (BI) são projetadas para consultar data warehouses. Sistemas como Looker e Tableau foram criados para se conectar a um data warehouse, e não a bancos de dados de produção.
Suporte à engenharia analítica: ferramentas como o data build tool (dbt) operam sobre data warehouses e permitem que as equipes gerenciem transformações de dados com controle de versão, testes e documentação. Esses fluxos de trabalho só são possíveis porque o data warehouse fornece uma camada estável para consultas.
Preparação para IA e machine learning: treinar modelos com os dados da empresa exige dados limpos, estruturados e históricos armazenados em um único local. O data warehouse fornece esse ambiente.
Quais tipos de data warehouse estão disponíveis?
Os data warehouses podem ser locais (on-premises) ou baseados em nuvem. Data warehouses locais operam em infraestrutura própria da empresa. Algumas grandes organizações adotam essa estratégia para lidar com cargas de trabalho de alto volume ou sujeitas a requisitos rigorosos de conformidade. Já outras equipes costumam optar por data warehouses em nuvem por motivos essencialmente práticos.
Veja o que os data warehouses em nuvem oferecem:
Escalabilidade independente: armazenamento e capacidade computacional escalam separadamente, o que evita o provisionamento excessivo de infraestrutura para lidar com picos de demanda.
Sem gerenciamento de infraestrutura própria: como os servidores não pertencem à empresa, a equipe de engenharia não precisa mantê-los.
Precificação baseada em consumo: os custos acompanham o uso real, em vez da capacidade fixa de hardware. Para equipes com cargas de trabalho variáveis, isso facilita o alinhamento dos custos à demanda e reduz a necessidade de provisionar infraestrutura antecipadamente para suportar picos de utilização.
Implementação rápida: um data warehouse em nuvem pode ser configurado em poucos dias, enquanto uma solução local pode levar meses para entrar em operação.
Como um provedor de pagamentos se encaixa em uma arquitetura de data warehouse?
Se você processa pagamentos por meio de um provedor externo, precisa encontrar uma forma de levar esses dados para o seu data warehouse. No entanto, sincronizar dados de pagamentos por meio de um fornecedor terceirizado traz riscos, pois exige o compartilhamento de dados financeiros sensíveis com um fornecedor adicional e introduz mais uma dependência na sua infraestrutura de dados.
O Stripe Data Pipeline resolve esse dilema:
Sincronização direta com o data warehouse: envie seus dados da Stripe diretamente para o data warehouse ou armazenamento em nuvem, sem envolver um pipeline ETL de terceiros. Conectores ETL de terceiros exigem que você compartilhe credenciais de API e conceda acesso aos seus dados de transações. Uma integração nativa mantém esses dados dentro de um limite de infraestrutura que já está sob seu controle.
Integridade dos dados: a sincronização abrange objetos da Stripe, além de relatórios financeiros pré-configurados e conjuntos de dados selecionados para acelerar relatórios e análises. Conectores ETL de terceiros não conseguem sincronizar todas essas fontes.
O conteúdo deste artigo é apenas para fins gerais de informação e educação e não deve ser interpretado como aconselhamento jurídico ou tributário. A Stripe não garante a exatidão, integridade, adequação ou atualidade das informações contidas no artigo. Você deve procurar a ajuda de um advogado competente ou contador licenciado para atuar em sua jurisdição para aconselhamento sobre sua situação particular.